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O segundo combate

A entrega, paga com justiça

O primeiro problema é a comissão que te corrói. O segundo, toda a gente o vê e ninguém o resolve: o estafeta pago uma miséria. Também o enfrentamos — e aqui está como, sem zonas de sombra.

A entrega é um canal a chegar — ainda não está ativa. O que se segue descreve como a queremos construir (intenção e objetivos), não um serviço disponível hoje.

O Capitão Food aperta calorosamente a mão a um estafeta de bicicleta sorridente, com o saco de entregas às costas
«Bem pago, bem tratado. É a base, não um bónus.»

O problema que ninguém quer ver

Na uberização, o estafeta é uma variável que se espreme: estatuto precário, nenhuma proteção, rendimentos que se vão degradando. Toda a gente o sabe. Mas nada mexe, porque são os gigantes tecnológicos que impõem a sua visão — e ela convém às contas deles, não às pessoas.

Nós fizemos a escolha inversa: pagar aos nossos estafetas melhor do que ninguém, aqui em Tours — com uma ambição clara, a prazo: contratá-los como assalariados, com um verdadeiro contrato e verdadeiras proteções. Não por caridade: porque um serviço justo começa por pessoas bem tratadas. A única verdadeira questão é como o financiamos sem espremer ninguém — nem a tua margem, nem o cliente. Aqui está a resposta.

O clique: entregar custa-te muitas vezes menos do que servir na sala

Repete-se que «a entrega fica cara ao restaurante». Olha com mais atenção. Um lugar na sala é pessoal para receber, servir, levantar a mesa, uma mesa ocupada durante uma hora. Numa encomenda entregue, nada disso: não há serviço de sala a pagar.

Por outras palavras, boa parte do custo de serviço que gastas na sala não a gastas na entrega. É muitas vezes aí que está com que pagar dignamente à pessoa que traz a refeição — sem tirar nada mais do teu prato.

Quem paga a corrida — e como a tua margem fica protegida

A regra é simples e controla-la de ponta a ponta:

Exemplo ilustrativo — uma encomenda entregue de 30 €

  • A corrida, paga dignamente (a nossa escolha) 7 € justos
  • A tua participação (vinda da poupança no serviço) 3 €
  • O cliente completa 4 €
  • Fixaste um mínimo (ex.: 50% de margem). Como entregar te poupa o custo do serviço de sala, podes pôr 3 € sem nunca passares abaixo do teu limiar. O cliente vê 4 € de entrega, mostrados com clareza.

Resultado: o estafeta é pago dignamente, a tua margem fica acima do teu mínimo e o cliente paga o custo real — não um preço inflacionado para alimentar uma plataforma.

Nas grandes plataformas, o cliente paga muitas vezes o mesmo ou mais… mas o estafeta recebe menos, e a diferença desaparece em comissão.

Montantes dados a título de exemplo para ilustrar o princípio (a remuneração da corrida é o nosso compromisso, não uma tarifa imposta). Os limiares reais acertam-se com cada restaurador.

E nas minhas encomendas para levar ou à mesa?

Nenhum custo deste género: não há estafeta, logo não há nada a partilhar. No click and collect e na encomenda à mesa, são 0 € para ti, ponto final. A participação na entrega diz respeito apenas às encomendas realmente entregues — e só se propuseres a entrega.

Não confundir com a comissão: nunca cobramos uma percentagem sobre os teus pratos. Ficas com 100% do preço do que vendes. A entrega, essa, é um serviço real — pagar a quem a traz — cujo custo é partilhado e limitado, não uma portagem sobre a tua faturação. Ver também: como financiamos a plataforma.

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